TRATAMENTOS FACIAIS E PEELING

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Peeling Químico

Aplicação de ácidos sobre a face com o objetivo de remover as camadas externas da pele e estimular a renovação celular. Os peelings podem ser superficiais, médios e profundos dependendo do Produto utilizado e da sua capacidade de penetração (epiderme ou derme). Os peelings podem suavizar rugas finas, cicatrizes de acne e manchas. Atualmente, o crescente interesse da população por rejuvenescimento facial torna o peeling químico um procedimento muito atraente e de primeira escolha no tratamento de revitalização da pele.

Peelings químicos constituem uma esfoliação acelerada ou injúria à pele induzida por agentes cáusticos que provocam dano controlado, seguido pela liberação de citocinas e mediadores da inflamação, resultando em espessamento da epiderme, depósito de colágeno, reorganização dos elementos estruturais e aumento do volume dérmico. A profundidade depende do tipo de pele, tratamentos prévios, local anatômico, desengorduramento, técnica de aplicação, agente etc. Assim, qualquer classificação é aproximada. A mais utilizada divide os peelings em: muito superficial (camadas córnea e granulosa), superficial (epiderme), médio (derme papilar) e profundo (derme reticular).

As características de estabilidade, penetração e toxicidade são amplamente reconhecidas para a maioria dos agentes.

Os peelings que são relatados como superficiais são:

 

Solução de Jessner (resorcinol 14%, ácido salicílico 14% e ácido lático 14% em etanol 95%);

Alfa-hidroxiácidos: ácido glicólico 70% em gel ou outros veículos; ácido lático 92%; e ácido mandélico 5%;

Beta-hidroxiácidos: ácido salicílico 30% em etanol ou polietilenoglicol, muito citado para pacientes asiáticos e dos fototipos IV a VI de Fitzpatrick;

Alfa-cetoácido, ácido pirúvico 50% ou 60% em etanol;

Resorcinol ou pasta de resorcina de 10% a 50%;

5-fluoruracil (5-FU) 5% em creme ou em propilenoglicol, no chamado fluor-hydroxy pulse peel, que combina aplicação prévia da solução de Jessner ou ácido glicólico 70%, em número variável de pulsos semanais ou quinzenais, para queratoses actínicas múltiplas e condições correlatas;

Tretinoína em concentração ideal ainda indefinida para peeling superficial ou retinização rápida da pele;

Ácido tricloroacético (ATA) de 10% a 20% em solução aquosa ou em outros veículos,que é de baixo custo, estável, atóxico e versátil. Na concentração de 35%, costuma ser combinado com aplicação prévia da solução de Jessner ou ácido glicólico 70%64 para peeling médio; o uso focal pode ser feito com concentrações mais elevadas, de 50% a 90%.

O fenol é o único agente para peeling profundo na formulação clássica de Baker e Gordon (3ml de fenol 88%, 3 gotas de óleo de cróton, 8 gotas de sabão líquido e 2ml de água), sendo conhecido como phenol-croton oil peel ou formulações modificadas. É usado em toda a face ou de forma localizada nas regiões perioral e perioculares. Possui toxicidade cardíaca, considerada rara,e toxicidade renal, sendo obrigatória a realização de avaliação pré-operatória e monitorização. Constitui padrão-ouro no tratamento do envelhecimento facial avançado, com resultados excelentes e duradouros.

As principais indicações dos peelings químicos são:

 

Fotoenvelhecimento, prevenção do câncer de pele no fotoenvelhecimento grave, melasma,hiperpigmentação pósinflamatória, acne e seborreia e cicatrizes de acne. Nas regiões extrafaciais, são recomendados os peelings superficiais seriados, já que a reepitelização é mais difícil devido à menor quantidade de anexos cutâneos. Os resultados são inferiores aos obtidos na face.

As complicações dos peelings químicos podem ser imprevisíveis e inevitáveis ou relacionadas à má indicação ou técnica e orientações deficientes. As mais frequentes são: eritema e ardor intensos, epidermólise, cicatrização demorada, escoriações, infecções, hipo e hiperpigmentações, linhas de demarcação, dermatite de contato, bem como cicatrizes atróficas ou hipertróficas.

Os peelings químicos são procedimentos relativamente simples – com exceção do peeling profundo com fenol aplicado em toda a face –, referidos na literatura desde 1962 e consagrados pela prática. Na maioria das vezes são ambulatoriais, com várias indicações, de uso isolado ou combinado com outras técnicas, como no tratamento das cicatrizes de acne e no rejuvenescimento facial. O número de publicações é elevado, contudo é importante haver análise crítica para conclusões precisas sobre eficácia e segurança.

PEELING DE CRISTAL:

O tratamento utiliza cristais de hidróxido de alumínio para fazer uma microdermoabrasão da pele. Esse é um dos procedimentos estéticos mais realizados nos Estados Unidos e, pela sua simplicidade e rápida recuperação, é chamado de lunch peel (peeling na hora do almoço). Ou seja, a paciente pode retornar imediatamente às suas atividades.

Como é a técnica: A esfoliação progressiva da superfície cutânea feita pelos microcristais remove as células mortas e estimula a produção de colágeno e elastina, deixando a pele mais fina e macia. Esse procedimento é realizado com o auxílio de um aparelho com sistema a vácuo que promove a pulverização de cristais de óxido de alumínio sobre a área a ser tratada. Esta reação abrasiva destrói a barreira externa da cútis, aumentando a penetração e potencializando a ação das medicações tópicas - tanto aquelas utilizadas pela paciente em casa, quanto àquelas aplicadas pelo dermatologista durante o próprio procedimento.

Após a avaliação da paciente, determina-se o número de sessões necessárias, que pode variar de três a 10, e o intervalo entre elas. A recomendação é de sempre iniciar com um peeling superficial e aumentar, progressivamente, a sua profundidade. Isso é definido de acordo com a pressão na pele exercida pelo médico.

São várias as indicações: tratamento de cicatrizes de acne, fotoenvelhecimento, manchas, estrias e rugas finas. Em alguns casos, pode-se associar a outros tratamentos, como laser, carboxiterapia, luz intensa pulsada, radiofreqüência, terapia fotodinâmica.

Cuidados essenciais: Logo após o procedimento, a pele pode ficar com aparência avermelhada, e em alguns casos, inchada. Nas primeiras 24 horas, pode, ainda, ficar escurecida e começar a descamar, eventualmente formando crostas que não devem ser retiradas para evitar manchas e cicatrizes. Após o procedimento, use hidratantes, evite exposição solar direta durante o período recomendado pelo médico e use filtro solar para evitar hiperpigmentação (manchas). Evite fumar no dia do procedimento e não utilize antiinflamatórios para retirar a vermelhidão.

Bibliografia: Bagatin,E: Hassun,K:Talarico,S:Revisão sistemática sobre peelingsquímicos: Surgical & Cosmetic Dermatology 2009;1(1):37-46

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