DOENÇA DA PELE

Disidrose

 

 

Disidrose e erupções disidrosiformes são caracterizadas pela ocorrência de lesões vesiculares (bolinhas) nas extremidades dos membros, geralmente de caráter crônico e recidivante. Representam cerca de 20% dos quadros eczematosos das mãos. A causa das disidroses ainda não esta totalmente estabelecida, dificultando sua terapêutica.

 

A disidrose predomina na faixa dos 20 aos 40 anos de idade, sendo encontrada em 4,8% dos pacientes com menos de 10 anos de idade. Atinge igualmente ambos os sexos e manifesta-se predominantemente em brancos (acima de 80%).

 

A disidrose e as erupções disidrosiformes se caracterizam pela formação de vesículas localizadas nas palmas e plantas, de acometimento bilateral e simétrico, especialmente nas porções laterais e dorsais dos dedos das mãos e dos pés. As vesículas rapidamente confluem, por vezes originando grandes bolhas. O conteúdo das vesículas é geralmente incolor, mas eventualmente pode tornar-se purulento (pus). Costuma ocorrer de forma recorrente. Nos estágios de involução predomina a descamação em decorrência do dessecamento das vesículas. O diagnostico da disidrose é essencialmente clinico. A anamnese detalhada pode estabelecer a etiologia na maior parte dos casos em que exista um fator associado.

 

A disidrose verdadeira corresponde a erupção vesiculosa aguda e recorrente. Sua maior frequência ocorre entre os 20 e os 40 anos de idade. É mais comum durante o verão e esta, de modo geral, associada a estresse emocional. Sua etiologia e desconhecida.  Caracteriza-se clinicamente pela presença de vesículas “secas” (erupção não exsudativa) que levam a escamação. Associam-se o prurido e a hiperidrose. Seus surtos duram aproximadamente três semanas, mas podem prolongar-se. Sua evolução crônica favorece a dermatite de contato alérgica, desencadeada principalmente por medidas terapêuticas não adequadas e por vezes associa-se também a infecção bacteriana.

 

A erupção disidrosiforme atópica ocorre em pacientes com antecedentes pessoais e/ou familiares de atopia. Com intenso prurido, as vesículas agrupam-se em placas na região palmar e/ou plantar, superfície lateral e dorsal dos dedos, aspecto que auxilia no diagnostico etiológico. Pode vir acompanhada de lesões de eczema em localizações típicas de atopia.

 

TRATAMENTO DISIDROSE

 

Como medidas gerais, deve ser recomendada ao paciente a lavagem cuidadosa das mãos, seguida da aplicação frequente de hidratante. Da mesma forma, deve ser evitado o contato direto com substancias irritantes e materiais de limpeza, estimulando a proteção por meio de luvas de vinil e meias de algodão. O uso de antibióticos esta indicado quando houver sinais de infecção secundaria.

 

A indicação de corticosteroides tópicos e amplamente difundida, embora algumas vezes o resultado possa ser desapontador. As pomadas são mais eficazes do que os cremes e contem menor quantidade de conservantes do que esses.

 

Nos últimos anos, o uso de imunomoduladores tópicos transformou-se em promissora opção para o tratamento da disidrose. O tacrolimo e o pimecrolimo inibem a liberação de citocinas dos linfócitos T e dos mastócitos e tem sido utilizados em dermatites crônicas. O efeito colateral mais referido e a sensação de queimação e o calor.

 

O estresse pode ser reduzido com técnicas psicológicas de biofeedback, além de outras técnicas que diminuam o estresse.

 

Nas dermatites das mãos o estilo de vida deve ser modificado. É essencial e as vezes difícil educar atópicos a evitar irritantes ou  “trabalhos úmidos” no lar ou profissionalmente. Observa-se atenção especial a disidrose relacionada a presença do níquel; alguns relatam o papel sistêmico do níquel no agravamento da disidrose, outros citam questionáveis reações de contato ou alergias a testes orais com níquel.

 

As erupções disidrosiformes de origem micótica melhoram com antimicoticos.

IMPORTANTE: Procure o seu dermatologista para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

 

Bibliografia: Minelli L, Floriao RA, Sternick M, Gon AS. Disidrose: aspectos clinicos, etiopatogenicos e terapeuticos. An Bras Dermatol. 2008;83(2):107-15.

 

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