top of page

Tratamentos eficazes para cicatrizes de acne: o que você precisa saber

Guilherme Linzmeyer
há 4 dias
14 min de leitura

Atualizado: há 9 horas

Cicatrizes de acne podem alterar a textura, a cor e a confiança ao se olhar no espelho. Entenda as opções de tratamento e como a avaliação dermatológica orienta escolhas mais seguras.

Resposta rápida O tratamento de cicatrizes de acne depende principalmente do tipo de marca, da profundidade, da presença de fibrose, do tom de pele e da existência de acne ativa. Laser, peeling químico, preenchimento, microagulhamento, subcisão e combinações podem ser indicados em situações diferentes. Cicatrizes deprimidas costumam exigir estímulo de colágeno ou liberação do tecido que as prende, enquanto cicatrizes elevadas pedem outra estratégia. A consulta com dermatologista é o caminho para examinar a pele, controlar inflamações e montar um plano progressivo, sem escolher um procedimento apenas pela popularidade.

Resumo

  • Cicatrizes atróficas são as mais comuns e incluem os padrões ice-pick, rolling e boxcar.

  • Laser, peeling e preenchimento atendem problemas diferentes e podem ser combinados com outras técnicas.

  • Cicatrizes amplas e deprimidas frequentemente precisam de subcisão para liberar fibroses sob a pele.

  • O valor depende do procedimento, da área, do número de sessões e da complexidade do protocolo.

  • A avaliação dermatológica deve considerar fototipo, pigmentação, acne ativa, profundidade e tempo de recuperação.

O que são cicatrizes de acne?

Cicatrizes de acne são alterações permanentes ou duradouras na textura da pele que surgem depois de uma inflamação mais profunda. Durante a acne, enzimas podem degradar colágeno e elastina. Na tentativa de reparar o dano, o organismo produz tecido cicatricial, que pode deixar uma depressão, uma elevação ou uma superfície irregular.

É importante separar cicatriz de acne de marca vermelha ou castanha. A inflamação pode aumentar o fluxo sanguíneo e deixar vermelhidão persistente mesmo depois que a espinha desaparece. Também pode estimular a produção de melanina, causando hiperpigmentação pós-inflamatória, uma marca castanha que permanece por meses. Essas alterações de cor não significam necessariamente que exista uma cicatriz estrutural.

A acne afeta cerca de 85% dos adolescentes, segundo os dados disponíveis, e suas sequelas podem continuar na vida adulta. O impacto não é apenas visual: cicatrizes podem afetar autoestima, interação social e disposição para fotografias ou encontros. Por isso, tratar a acne ativa e proteger a pele do sol fazem parte do cuidado, mesmo quando o objetivo principal é melhorar a textura.

No Centro da Pele, entendemos que a análise precisa ir além de observar uma fotografia. Tipo de cicatriz, profundidade, fibrose, pigmentação, fototipo e capacidade de recuperação influenciam a indicação. A proposta é integrar cuidados domiciliares, procedimentos médicos e tecnologias quando isso fizer sentido para o diagnóstico.

Quais são os tipos de cicatrizes de acne?

Cicatrizes atróficas

As cicatrizes atróficas aparecem quando há perda ou retração de tecido, formando áreas rebaixadas. São as mais comuns entre as cicatrizes de acne e podem ter profundidades e formatos bastante diferentes. Essa variedade explica por que uma mesma técnica não costuma resolver todas as marcas de uma face.

O padrão ice-pick é estreito e profundo, como se a pele tivesse sido perfurada. O rolling costuma ser mais amplo, com bordas suaves e ondulações causadas por aderências abaixo da superfície. Já o boxcar apresenta depressões mais delimitadas, com bordas que podem ser arredondadas ou relativamente marcadas. As cicatrizes ice-pick tendem a ser mais difíceis de tratar porque geralmente alcançam maior profundidade.

A avaliação também verifica se a depressão é fixa ou se melhora quando a pele é esticada. Essa observação ajuda a suspeitar de fibrose e a decidir se é necessário liberar o tecido antes de estimular colágeno. Produtos aplicados em casa podem colaborar com a saúde geral da pele, mas não conseguem preencher sozinhos uma perda estrutural profunda.

Cicatrizes hipertróficas

Cicatrizes hipertróficas são elevadas porque o organismo produz tecido cicatricial em excesso na área original da lesão. Elas podem apresentar firmeza, espessamento, coceira ou sensibilidade. Embora também estejam relacionadas à inflamação da acne, o raciocínio terapêutico é diferente do usado para depressões atróficas.

O dermatologista observa relevo, coloração, consistência e evolução antes de indicar qualquer procedimento. Técnicas que estimulam intensamente a pele sem planejamento podem não ser apropriadas para uma cicatriz elevada. O controle de inflamação e a prevenção de novas lesões também ajudam a evitar que o quadro se prolongue.

Cicatrizes queloides

Queloides são formações de tecido cicatricial que podem ultrapassar os limites da lesão original. Em pessoas predispostas, uma inflamação da acne pode iniciar esse crescimento exagerado. O diagnóstico clínico é essencial porque o tratamento de uma cicatriz queloide não segue automaticamente o mesmo protocolo de uma cicatriz atrófica.

Ao avaliar uma elevação, o profissional considera histórico pessoal e familiar de queloide, localização, sintomas e comportamento ao longo do tempo. A prioridade é controlar o crescimento e os sintomas, evitando procedimentos escolhidos apenas por expectativa estética. A proteção solar e o tratamento correto da acne continuam relevantes para reduzir novas inflamações e alterações de cor.

Quais são os tratamentos disponíveis para cicatrizes de acne?

Terapia a laser

A terapia a laser é considerada uma opção de primeira linha para muitas cicatrizes atróficas, mas o aparelho e os parâmetros precisam acompanhar o diagnóstico. Lasers ablativos removem ou vaporizam parte da pele sobre e ao redor da cicatriz, criando uma resposta de reparo mais intensa. Lasers não ablativos preservam a superfície e estimulam a produção de colágeno com recuperação geralmente mais gradual.

Entre os ablativos amplamente utilizados estão o laser de dióxido de carbono com comprimento de onda de 10600 nm e o Er:YAG pulsado de 2940 nm. Entre os não ablativos estão plataformas de Nd:YAG de 1320 nm, diodo de 1450 nm e vidro de érbio de 1550 nm. Os não ablativos podem ser eficazes especialmente na redução de cicatrizes boxcar, embora a indicação dependa do exame e do fototipo.

O laser também pode ser considerado quando existem alterações de cor associadas, desde que a prioridade e os riscos sejam bem definidos. Em peles com maior tendência à hiperpigmentação pós-inflamatória, a escolha de energia, intervalo entre sessões e cuidados antes e depois exige cautela. Vermelhidão, sensibilidade, descamação e mudanças temporárias de pigmentação são aspectos que devem ser explicados na consulta.

A pesquisa clínica citada pela USP avaliou o laser Nd:YAG de 1064 nm em 12 pacientes. Depois de cinco sessões, 11 participantes apresentaram melhora cosmética visível, e o estudo concluiu que a técnica foi segura e eficaz inclusive em fototipos IV e V. Esse resultado é informativo, mas não transforma um protocolo específico em indicação automática para todos.

Peeling químico

O peeling químico promove renovação controlada da pele por meio de substâncias que atuam em diferentes profundidades. Entre os agentes usados estão alfa-hidroxiácidos, beta-hidroxiácidos, ácido tricloroacético, solução de Jessner e ácido retinoico. Peelings mais superficiais podem melhorar textura e marcas associadas, enquanto cicatrizes profundas exigem avaliação para não criar a expectativa de que uma descamação simples preencherá uma depressão.

Peelings com ácido tricloroacético são populares para amenizar cicatrizes leves e podem estimular a formação de colágeno. Qualquer peeling acima de dez por cento é considerado de grau médico, portanto não deve ser tratado como um cuidado doméstico comum. Concentração, técnica de aplicação, tempo de contato e preparo da pele mudam o risco de irritação e de alteração de pigmentação.

Um estudo comparativo divulgado em reportagem encontrou melhora de pelo menos dois pontos em 73% dos participantes tratados com microagulhamento, contra 33% no grupo que recebeu peeling de ácido glicólico a 35%. O achado ajuda a mostrar que resultados dependem do método e do perfil da cicatriz, mas não significa que o peeling seja inútil. Ele pode fazer parte de um plano quando há irregularidade superficial, manchas ou necessidade de renovação controlada.

Peelings concentrados feitos em casa podem causar irritação, especialmente quando associados a outros ácidos ou a medicamentos sensibilizantes. O sol também estimula a produção de melanina e pode escurecer marcas após a inflamação. Por isso, fotoproteção, limpeza suave e hidratação adequada são componentes do tratamento, não detalhes opcionais.

Preenchimentos cutâneos

Preenchimentos cutâneos podem ser úteis quando a cicatriz atrófica apresenta perda de volume e pode ser elevada de forma controlada. O ácido hialurônico e o colágeno exógeno estão entre os preenchimentos de curta duração. O ácido hialurônico tem vida útil clínica entre seis e dezoito meses, conforme o produto, a região e a resposta individual.

Há também preenchimentos semipermanentes, como ácido poli-L-láctico e hidroxiapatita de cálcio. O ácido poli-L-láctico pode durar até quatro anos, enquanto o polimetilmetacrilato é um preenchimento permanente. A permanência não significa que seja a melhor escolha: quanto mais duradouro o material, maior a importância de indicar corretamente, respeitar anatomia e discutir possíveis intercorrências.

O preenchimento não remove a cicatriz nem corrige todos os tipos. Ele pode ser mais lógico em depressões amplas, com perda de suporte, enquanto cicatrizes estreitas e profundas ou aderidas podem precisar de outras técnicas. Em alguns casos, subcisão, laser ou microagulhamento prepara a estrutura e o preenchimento complementa o nivelamento.

A combinação de técnicas pode superar o uso isolado de um método quando cada procedimento ataca uma parte do problema. No Centro da Pele, a consulta dermatológica permite uma avaliação individualizada para diagnosticar e tratar condições da pele.

Qual o melhor tratamento para tirar cicatriz de acne?

Não existe um único melhor tratamento para toda cicatriz de acne. Em geral, o melhor plano é aquele que corresponde ao tipo de cicatriz, à profundidade, ao fototipo, à presença de fibrose e ao tempo de recuperação que o paciente consegue cumprir.

Para cicatrizes atróficas pequenas, numerosas e superficiais, descamação química, laser, dermoabrasão e microagulhamento podem ser considerados. Quando as depressões são amplas e estão presas por traves de fibrose, a subcisão pode ser mais importante do que simplesmente renovar a superfície. Esse procedimento realiza pequenos cortes sob a pele para liberar o tecido cicatricial e permitir que a área se eleve.

Cicatrizes rolling frequentemente respondem à excisão subcutânea, também chamada subcisão, porque sua aparência está ligada a aderências profundas. Cicatrizes boxcar podem se beneficiar de laser, estímulo de colágeno ou preenchimento, dependendo da profundidade e da qualidade da borda. Já as ice-pick, por serem estreitas e profundas, podem exigir técnicas focadas em cada ponto, em vez de uma abordagem superficial ampla.

Quando há perda de volume localizada, o preenchimento pode oferecer nivelamento visual. Quando predomina textura irregular, laser fracionado, Er:YAG, microagulhamento ou radiofrequência microagulhada podem ser discutidos. A dermoabrasão é uma técnica médica de renovação superficial, mas seu uso depende do relevo, do tom de pele e da capacidade de recuperação.

A terapia de microagulhamento é amplamente usada em cicatrizes faciais, incluindo as causadas por acne. Um estudo brasileiro revisado em 2025 descreveu benefício para cicatrizes atróficas e resultados superiores quando o microagulhamento foi combinado com plasma rico em plaquetas e peeling. O PRP é derivado do próprio sangue e concentra plaquetas, fatores de crescimento e moléculas de sinalização celular. Estudos mostram melhora significativa quando ele é associado a outras terapias.

Em muitos pacientes, o resultado mais coerente vem de uma sequência, não de uma sessão isolada. Primeiro, a acne ativa precisa ser controlada para evitar novas lesões. Depois, o profissional pode tratar fibrose, textura, volume e pigmentação em etapas. O plano também inclui proteção solar, hidratação e uma rotina domiciliar adequada, porque a pele precisa atravessar a recuperação com barreira preservada.

A escolha deve ser feita após exame presencial. Fotografias podem ajudar a acompanhar evolução, mas não mostram sozinhas a mobilidade da cicatriz, a espessura do tecido, a sensibilidade ou a resposta esperada a uma energia. A avaliação no Centro da Pele busca integrar diagnóstico, tecnologia e seguimento, sem reduzir a decisão à escolha de um aparelho.

Quanto custa o tratamento de cicatriz de acne?

O preço do tratamento de cicatriz de acne não é fixo. Uma reportagem de 2022 citou valores de R$ 300 a R$ 400 para peeling e de R$ 1,2 mil a R$ 1,7 mil por sessão para um tratamento mais avançado, mas o orçamento atual depende da técnica, da área, da quantidade de sessões e da complexidade do caso.

Essas faixas servem apenas como referência histórica de mercado, não como tabela para uma consulta atual. O custo final pode incluir avaliação dermatológica, preparo da pele, procedimento, anestésico quando indicado, cuidados de recuperação e retornos. Também pode mudar quando o plano associa técnicas, como subcisão com estímulo de colágeno, laser com microagulhamento ou preenchimento após liberação de fibroses.

O número de sessões não deve ser definido por uma promessa genérica. Cicatrizes profundas, numerosas ou antigas costumam exigir uma estratégia progressiva, com intervalo suficiente para a pele se recuperar e para o resultado aparecer. Um protocolo mais barato por sessão pode não ser o mais econômico se não estiver alinhado ao tipo de cicatriz; da mesma forma, uma técnica mais complexa pode ser indicada apenas em áreas específicas.

Na consulta, é razoável pedir que o profissional explique o que está incluído no orçamento, qual é o objetivo de cada etapa e quais cuidados serão necessários no período de recuperação. Também é importante confirmar se o valor corresponde a uma sessão, a uma região ou a um plano completo. O paciente deve sair entendendo a lógica do tratamento, sem decidir apenas pelo menor preço.

Como a clínica está localizada no Morumbi e na Vila Andrade, em São Paulo, o Centro da Pele realiza consultas dermatológicas para diagnosticar e tratar condições da pele com profissionais qualificados, usando tecnologia avançada e técnicas modernas. A indicação e o orçamento são definidos após avaliação, de acordo com o problema identificado.

Como escolher o tratamento ideal?

Para escolher o tratamento ideal, comece pelo diagnóstico do tipo de cicatriz e não pelo nome do aparelho. Depois, compare profundidade, fibrose, pigmentação, fototipo, acne ativa, tempo de recuperação e experiência do dermatologista com a técnica indicada.

O primeiro critério é a morfologia. Uma depressão estreita e profunda não se comporta como uma ondulação ampla; uma cicatriz elevada não deve receber automaticamente a mesma abordagem de uma cicatriz atrófica. A análise em diferentes ângulos e com a pele em repouso e esticada ajuda a identificar bordas, aderências e perda de volume.

O segundo critério é a segurança para o seu fototipo. Energia, profundidade e intervalo entre procedimentos influenciam o risco de vermelhidão prolongada, irritação e hiperpigmentação pós-inflamatória. Pessoas com histórico de manchas após inflamações precisam de um plano cuidadoso, com fotoproteção e controle da acne antes de intervenções mais intensas.

O terceiro é a fase da acne. Se ainda existem borbulhas inflamadas, o tratamento deve incluir controle da doença para reduzir novas cicatrizes. Espremer lesões aumenta trauma e inflamação. Limpeza suave, hidratação sem óleo e protetor solar não comedogênico ajudam a preservar a barreira e a limitar o escurecimento das marcas.

O quarto é a capacidade de seguir o pós-procedimento. Um laser ablativo pode exigir mais cuidados do que uma técnica não ablativa. Peelings e microagulhamento também demandam disciplina para evitar sol, fricção e produtos irritantes. A melhor opção na teoria pode não ser a melhor escolha prática se o paciente não consegue cumprir a recuperação com segurança.

Por fim, procure uma avaliação em que o profissional explique alternativas, limites e sequência provável. A Mayo Clinic lista, entre as possibilidades para cicatrizes de acne, ácidos, preenchimentos, luz, radiofrequência, dermoabrasão, peeling, punção da pele, cirurgia, subcisão e toxina botulínica. A variedade mostra por que a decisão deve ser individualizada, e não baseada em uma solução universal.

  1. Identifique se a alteração é cicatriz atrófica, elevada ou apenas uma marca de cor.

  2. Controle acne ativa, irritação e exposição solar antes de procedimentos mais intensos.

  3. Pergunte qual é o objetivo de cada técnica, qual recuperação é esperada e como o resultado será acompanhado.

  4. Compare o plano completo e a experiência profissional, não apenas o preço de uma sessão.

Quais são as novas abordagens no tratamento?

As novas abordagens no tratamento de cicatrizes de acne caminham para a regeneração combinada. Em vez de buscar apenas remover a camada superficial, pesquisas avaliam como estimular células, fatores de crescimento e sinais biológicos envolvidos no reparo do tecido. Essas estratégias ainda precisam ser interpretadas com cuidado, porque resultados de estudos não equivalem automaticamente a protocolos prontos para todos os pacientes.

Células-tronco mesenquimais, conhecidas como MSCs, são células-tronco adultas com potencial de autorrenovação e reparo. As investigações procuram entender como elas e seus derivados podem influenciar inflamação, formação de colágeno e reorganização da matriz da pele. Citocinas e exossomos também aparecem nesse campo por participarem da comunicação entre células.

Estudos recentes indicam que combinar laser de dióxido de carbono fracionado com exossomos pode melhorar significativamente cicatrizes de acne. A promessa é interessante, mas a origem do material, a preparação, a via de aplicação, a segurança e a qualidade da evidência precisam ser verificadas antes de qualquer decisão. O paciente deve perguntar se a abordagem está consolidada, em avaliação clínica ou sendo oferecida de forma experimental.

Outra direção é o aperfeiçoamento dos protocolos combinados. Microagulhamento, laser, subcisão, radiofrequência microagulhada, preenchimentos e PRP podem ser organizados em etapas para tratar camadas diferentes do problema. A lógica é corrigir a aderência, estimular colágeno, melhorar volume e uniformizar textura sem sobrecarregar a pele em uma única sessão.

No Centro da Pele, consultas dermatológicas com profissionais qualificados ajudam a diagnosticar e tratar diversas condições da pele. A avaliação individualizada orienta o cuidado conforme as necessidades de cada paciente.

  • Melhorar cicatrizes pequenas, numerosas e superficiais → Converse sobre peeling, laser, dermoabrasão ou microagulhamento, escolhendo a técnica conforme fototipo e textura.

  • Tratar depressões amplas que parecem presas sob a pele → Pergunte sobre subcisão para liberar fibroses antes de considerar estímulo de colágeno ou preenchimento.

  • Corrigir perda de volume localizada → Avalie se um preenchimento é apropriado e qual material combina com a anatomia e o objetivo.

  • Reduzir risco de novas marcas → Priorize o controle da acne ativa, não manipule as lesões e mantenha fotoproteção e hidratação orientadas.

  • Entender qual protocolo faz sentido para seu rosto → Agende avaliação dermatológica e leve histórico de acne, procedimentos, manchas e cicatrização.

  • Predominam depressões rolling com sinais de fibrose: A subcisão merece ser discutida, possivelmente em combinação ou sequência com estímulo de colágeno.

  • Predominam cicatrizes boxcar e textura irregular: Laser fracionado, microagulhamento ou radiofrequência microagulhada podem ser avaliados conforme profundidade e fototipo.

  • Predominam cicatrizes ice-pick: Procure uma avaliação focada em técnicas pontuais e não espere que uma renovação superficial isolada resolva toda a profundidade.

  • Há cicatrizes elevadas ou histórico de queloide: Priorize diagnóstico e controle do tecido cicatricial antes de procedimentos voltados a depressões.

  • Há acne inflamada e manchas recentes: Controle a inflamação e proteja a pele antes de avançar para procedimentos de remodelação.

Perguntas frequentes

Cicatriz de acne desaparece completamente?

O tratamento pode suavizar profundidade, relevo, textura e cor, mas não há uma técnica universal que apague todas as cicatrizes. O objetivo realista é obter melhora progressiva com uma estratégia adequada ao tipo de marca.

Como saber se tenho cicatriz ou apenas mancha de acne?

Manchas vermelhas ou castanhas alteram principalmente a cor. Cicatrizes estruturais alteram o relevo, formando depressões ou elevações. Um dermatologista pode examinar a pele e diferenciar as condições, que podem coexistir.

Laser é indicado para qualquer cicatriz de acne?

Não. O laser pode ser uma opção importante para cicatrizes atróficas, mas o tipo de laser, a energia e o intervalo dependem da profundidade, do fototipo, da pigmentação e da existência de acne ativa.

Peeling químico trata cicatrizes profundas?

Peelings podem ajudar em irregularidades superficiais e marcas associadas. Cicatrizes profundas, especialmente ice-pick ou aderidas, podem precisar de técnicas focadas, como subcisão, punção, laser ou combinação de métodos.

O microagulhamento funciona para cicatriz atrófica?

Ele é amplamente utilizado para cicatrizes faciais e pode estimular remodelação de colágeno. O resultado tende a ser mais coerente quando a indicação considera o tipo de cicatriz e quando o procedimento é combinado ou sequenciado com outras técnicas quando necessário.

Posso fazer peeling caseiro para tratar cicatriz de acne?

Peelings concentrados podem irritar, causar inflamação e piorar alterações de pigmentação. Produtos com ácidos devem ser usados conforme orientação profissional, principalmente quando a pele está sensibilizada ou quando há histórico de manchas.

A subcisão é o mesmo que preenchimento?

Não. A subcisão libera traves de fibrose sob a pele, enquanto o preenchimento repõe volume em uma depressão. Eles podem ser considerados separadamente ou em sequência, dependendo da estrutura da cicatriz.

O que devo perguntar na consulta?

Pergunte qual é o tipo de cada cicatriz, quais técnicas foram consideradas, qual objetivo de cada etapa, como será o pós-procedimento, quais riscos existem para seu fototipo e como o resultado será acompanhado.

Glossário

Cicatriz atrófica: Depressão na pele causada por perda ou retração de tecido após inflamação.

Cicatriz hipertrófica: Elevação de tecido cicatricial que permanece dentro dos limites da lesão original.

Queloide: Crescimento de tecido cicatricial que pode ultrapassar a área inicial da lesão.

Ice-pick: Cicatriz estreita e profunda, geralmente mais difícil de tratar.

Rolling: Depressão ampla e ondulada, frequentemente associada a aderências sob a pele.

Boxcar: Depressão com bordas mais delimitadas e formato arredondado ou relativamente marcado.

Subcisão: Procedimento que rompe traves de fibrose sob a pele para liberar uma cicatriz deprimida.

PRP: Plasma rico em plaquetas obtido do próprio sangue e usado como complemento em protocolos regenerativos.

Fototipo: Classificação da resposta da pele à radiação solar, relevante para planejar energia e risco de pigmentação.

Hiperpigmentação pós-inflamatória: Escurecimento que pode permanecer depois de uma inflamação ou lesão da pele.

Referências


 
 
 

Comentários


bottom of page